Como as redes sociais estão mudando o jeito que a gente se informa
Com o avanço da tecnologia e o crescimento das redes sociais, os canais tradicionais de informação vêm perdendo espaço para plataformas como Facebook, TikTok e Instagram. Se antes a maioria das pessoas buscava notícias em jornais, sites especializados ou canais de TV, hoje o cenário é diferente e, segundo um levantamento recente do Pew Research Center, essa mudança é mais profunda do que parece.
Neste artigo, você vai entender por que Facebook e TikTok se tornaram fontes relevantes de notícias, o que isso significa para a sociedade e como profissionais de comunicação, marketing e saúde podem se posicionar nesse novo ecossistema informativo.
Uma virada no consumo de notícias
A pesquisa do Pew Research revelou que 53% dos adultos americanos já consomem pelo menos parte das suas notícias através das redes sociais. E dentro desse grupo, duas plataformas se destacam: o Facebook, usado por 38% dos entrevistados como fonte frequente de notícias, e o TikTok, que já alcança 20% de usuários com esse mesmo perfil.

Esse dado marca uma transformação importante: o público não acessa mais redes apenas para se entreter ou socializar, mas também para se informar. E isso muda a forma como o conteúdo é produzido e a maneira como a opinião pública é moldada.
Por que isso está acontecendo?
O principal motivo dessa migração é o formato dinâmico e acessível das redes. Ao contrário do conteúdo denso e muitas vezes técnico dos jornais e portais, as redes entregam informação de maneira rápida, visual e altamente personalizada.
No TikTok, por exemplo, vídeos curtos explicam temas complexos em poucos segundos. Já no Facebook, grupos e páginas temáticas centralizam discussões, atualizações e análises em tempo real, criando comunidades de informação.
Além disso, as plataformas contam com algoritmos que priorizam conteúdos baseados nos interesses do usuário, o que aumenta o engajamento, mas também levanta questões importantes sobre a diversidade das fontes e a propagação de desinformação.
A influência na formação de opinião
Hoje, é possível dizer que as redes sociais moldam a forma como as pessoas pensam, votam e consomem. Segundo o relatório, isso já se reflete inclusive nas eleições: políticos e partidos utilizam cada vez mais o TikTok para se aproximar de públicos mais jovens, que confiam na rede como canal de informação confiável.
Esse movimento tem dois lados: por um lado, aproxima políticos e instituições de um público mais difícil de alcançar por meios tradicionais; por outro, expõe vulnerabilidades relacionadas à manipulação de informações, fake news e uso político de plataformas controladas por empresas estrangeiras.
Os riscos: desinformação e bolhas digitais
Embora a presença de notícias nas redes sociais democratize o acesso à informação, ela também cria riscos sérios de desinformação.
O próprio Facebook tem sido alvo de críticas por reduzir seu programa de verificação de fatos, substituindo-o por iniciativas como as Notas da Comunidade — que, segundo especialistas, não garantem o mesmo nível de controle.
Com o crescimento do conteúdo gerado por inteligência artificial e o avanço de conteúdos patrocinados disfarçados de informação, a responsabilidade editorial se dilui, e o usuário precisa aprender a ser mais crítico.
TikTok e o poder da geração Z
Outro ponto importante do relatório é a ascensão do TikTok como principal fonte de notícias para a geração Z. Esse público já não acessa portais jornalísticos, mas sim influenciadores e criadores de conteúdo que comentam as principais pautas do momento.
Se você trabalha com comunicação, marketing ou educação, essa é uma informação valiosa: o TikTok não é só entretenimento, é também o espaço onde a nova geração se informa, se posiciona e toma decisões.
O que isso muda para marcas, instituições e profissionais?
Se o seu conteúdo ainda está preso aos moldes tradicionais, é hora de repensar. As redes sociais não são apenas canais de divulgação, elas são, cada vez mais, fontes primárias de informação para uma parcela significativa da população.
Para se adaptar, considere:
- Produzir conteúdo informativo no formato nativo das plataformas, como vídeos curtos no TikTok ou Reels no Instagram.
- Humanizar a informação, trazendo contexto, história e acessibilidade ao conteúdo técnico.
- Manter a presença ativa nas redes, comentando acontecimentos em tempo real e dialogando com a comunidade.
Profissionais da saúde, atenção redobrada
Na saúde, o impacto é ainda mais sensível. Pacientes hoje buscam no TikTok ou Facebook informações sobre medicamentos, tratamentos, sintomas e diagnósticos, muitas vezes antes de consultar um profissional. Isso torna a presença de conteúdo confiável ainda mais urgente nesses ambientes.
Instituições, clínicas, laboratórios e profissionais da saúde precisam estar onde os pacientes estão. Não apenas com campanhas, mas com conteúdo educativo, acessível e atualizado.
As redes sociais como novo jornal do mundo
Seja você um jornalista, médico, marqueteiro ou empreendedor, a lição do relatório do Pew Research é clara: não dá mais para ignorar o poder informativo das redes sociais.
Facebook e TikTok não são apenas canais de mídia, são atores na construção da opinião pública moderna. Entender seu papel, aproveitar suas dinâmicas e produzir conteúdo com responsabilidade são passos essenciais para quem quer se manter relevante e confiável na era digital.
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Referências:
Social Media Today. Report Finds Facebook and TikTok Are Key News Sources. 2025
Pew Research Center. Social Media and News Fact Sheet. 2025