15/04/2026
Reportagem sobre os desafios da perda de peso no período de pós-menopausa
Estudo observa maior perda de peso em mulheres na menopausa que usaram terapia hormonal e tirzepatida
Pesquisa observacional liderada pela Mayo Clinic encontrou maior perda de peso em mulheres na pós-menopausa que usaram terapia hormonal junto com tirzepatida
Mulheres na pós-menopausa que usaram terapia hormonal da menopausa junto com tirzepatida (medicamento aprovado para tratamento de sobrepeso e obesidade) apresentaram maior perda de peso do que aquelas que utilizaram apenas a tirzepatida. O dado vem de um estudo observacional liderado pela Mayo Clinic, publicado na The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health, e chama atenção por tocar em uma queixa frequente nessa fase da vida: a dificuldade de emagrecer.
A relevância vai além da balança. Revisões científicas descrevem a menopausa como uma “transição cardiometabólica”, associada a mudanças no organismo que aumentam o risco de diabetes tipo 2, dislipidemia, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Por que o peso muda após a menopausa
A menopausa é o marco do fim dos ciclos menstruais e, após 12 meses sem menstruação, considera-se que a mulher está na pós-menopausa. Esse período costuma vir acompanhado de sintomas como ondas de calor e suores noturnos, que podem afetar sono, bem-estar e qualidade de vida. Segundo os autores do estudo, esses sintomas atingem até 75% das mulheres nessa fase.
Do ponto de vista metabólico, a queda do estrogênio favorece o aumento da gordura corporal, especialmente na região abdominal, além de alterações no controle da glicose e no perfil lipídico, o que contribui para maior risco cardiovascular.
“A menopausa dificulta a perda de peso principalmente por causa das alterações hormonais, especialmente a queda do estrogênio. O estrogênio tem um papel importante na regulação do metabolismo e na forma como o corpo utiliza e armazena gordura”, explica Isabelle Rodrigues dos Santos, doutora em Ciências com ênfase em Fisiologia da Reprodução pela FMRP-USP e Diretora de Operações na Dr. Fisiologia.
Uma revisão publicada na revista Nutrients aponta que, com a redução desse hormônio, são comuns mudanças na composição corporal, com aumento da gordura abdominal, perda de massa muscular e alterações no metabolismo de gorduras, fatores que dificultam o controle do peso nessa fase.
Pesquisa observacional liderada pela Mayo Clinic encontrou maior perda de peso em mulheres na pós-menopausa que usaram terapia hormonal junto com tirzepatida
Mulheres na pós-menopausa que usaram terapia hormonal da menopausa junto com tirzepatida (medicamento aprovado para tratamento de sobrepeso e obesidade) apresentaram maior perda de peso do que aquelas que utilizaram apenas a tirzepatida. O dado vem de um estudo observacional liderado pela Mayo Clinic, publicado na The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health, e chama atenção por tocar em uma queixa frequente nessa fase da vida: a dificuldade de emagrecer.
A relevância vai além da balança. Revisões científicas descrevem a menopausa como uma “transição cardiometabólica”, associada a mudanças no organismo que aumentam o risco de diabetes tipo 2, dislipidemia, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Por que o peso muda após a menopausa
A menopausa é o marco do fim dos ciclos menstruais e, após 12 meses sem menstruação, considera-se que a mulher está na pós-menopausa. Esse período costuma vir acompanhado de sintomas como ondas de calor e suores noturnos, que podem afetar sono, bem-estar e qualidade de vida. Segundo os autores do estudo, esses sintomas atingem até 75% das mulheres nessa fase.
Do ponto de vista metabólico, a queda do estrogênio favorece o aumento da gordura corporal, especialmente na região abdominal, além de alterações no controle da glicose e no perfil lipídico, o que contribui para maior risco cardiovascular.
“A menopausa dificulta a perda de peso principalmente por causa das alterações hormonais, especialmente a queda do estrogênio. O estrogênio tem um papel importante na regulação do metabolismo e na forma como o corpo utiliza e armazena gordura”, explica Isabelle Rodrigues dos Santos, doutora em Ciências com ênfase em Fisiologia da Reprodução pela FMRP-USP e Diretora de Operações na Dr. Fisiologia.
Uma revisão publicada na revista Nutrients aponta que, com a redução desse hormônio, são comuns mudanças na composição corporal, com aumento da gordura abdominal, perda de massa muscular e alterações no metabolismo de gorduras, fatores que dificultam o controle do peso nessa fase.