22/06/2026
Traços sombrios facilitam a busca por liderança, aponta estudo
Pesquisa mapeia como facetas do narcisismo e da psicopatia criam uma ponte direta para o interesse por cargos de influência e poder nas empresas
Pesquisadores das Universidades de Illinois e de instituições de Singapura publicaram recentemente na revista científica Personality and Individual Differences o estudo intitulado “Dark vocational preferences: A network analysis of Dark Triad facets and vocational interests”. A pesquisa investigou como traços da chamada “Tríade Sombria” — narcisismo, maquiavelismo e psicopatia — influenciam a atração por cargos de liderança. Por meio de uma análise de rede com 609 participantes, o trabalho mapeou como essas características se conectam a interesses profissionais, revelando que o desejo por influência social e tomada de decisão em áreas como negócios e política é a principal ligação que atrai esses perfis para posições estratégicas.
O especialista em neurociência, Rafael Appel, esclarece que certas características de personalidade podem ser inicialmente confundidas com competência técnica, mas escondem riscos severos para a cultura interna das organizações. “O problema surge quando essas qualidades aparecem combinadas com impulsividade, manipulação, hostilidade ou ausência de empatia. Nesse cenário, o que inicialmente parece carisma ou firmeza pode evoluir para comportamentos tóxicos, autoritários ou abusivos”.
Essa dinâmica ocorre porque o estudo distingue as facetas da personalidade em componentes aversivos e não aversivos, utilizando o moderno modelo SETPOINT, sistema multidimensional, que considera diferentes variáveis, desenvolvido para oferecer uma visão atualizada dos interesses profissionais. A "Ousadia", associada à psicopatia, e a "Admiração", ligada ao narcisismo, são identificadas como motores que impulsionam a carreira devido à resistência ao estresse, autoconfiança e capacidade de persuasão dos indivíduos. Por outro lado, facetas como a "Maldade" e as "Táticas Maquiavélicas" mostram-se contrárias a profissões de cuidado ou interação social, evidenciando uma preferência clara por ambientes onde o poder é centralizado e a competição é a regra. A análise técnica demonstra que a "Influência" é o nó central da rede psicológica desses sujeitos, funcionando como o elo definitivo entre a personalidade e a carreira.
Diante desse cenário, o mestre em inovação e CEO da Dr. Fisiologia, Thiago Bertolini, defende que as empresas precisam adotar critérios mais sofisticados para selecionar e desenvolver seus líderes. “Na prática, isso exige métricas duplas: performance de negócio e indicadores de clima, colaboração, retenção e confiança, para evitar que um líder ‘entregue número’ enquanto compromete a capacidade de execução futura”.
O estudo também trouxe revelações importantes sobre a neutralidade de gênero, indicando que a relação entre esses traços sombrios e o interesse pela liderança é consistente tanto em homens quanto em mulheres. Esse achado desafia estereótipos tradicionais e reforça que a atração pelo poder não está restrita a um grupo específico.
A compreensão desses padrões é vital para que as organizações identifiquem precocemente padrões comportamentais, como os dos chamados “psicopatas bem-sucedidos”, que podem comprometer a saúde organizacional e o bem-estar das equipes no longo prazo, priorizando modelos de gestão mais equilibrados e sustentáveis para o futuro do trabalho.
| Assessoria de Imprensa Dr. Fisiologia
| assessoria@drfisiologia.com.br
| (16) 99136-5048
Pesquisadores das Universidades de Illinois e de instituições de Singapura publicaram recentemente na revista científica Personality and Individual Differences o estudo intitulado “Dark vocational preferences: A network analysis of Dark Triad facets and vocational interests”. A pesquisa investigou como traços da chamada “Tríade Sombria” — narcisismo, maquiavelismo e psicopatia — influenciam a atração por cargos de liderança. Por meio de uma análise de rede com 609 participantes, o trabalho mapeou como essas características se conectam a interesses profissionais, revelando que o desejo por influência social e tomada de decisão em áreas como negócios e política é a principal ligação que atrai esses perfis para posições estratégicas.
O especialista em neurociência, Rafael Appel, esclarece que certas características de personalidade podem ser inicialmente confundidas com competência técnica, mas escondem riscos severos para a cultura interna das organizações. “O problema surge quando essas qualidades aparecem combinadas com impulsividade, manipulação, hostilidade ou ausência de empatia. Nesse cenário, o que inicialmente parece carisma ou firmeza pode evoluir para comportamentos tóxicos, autoritários ou abusivos”.
Essa dinâmica ocorre porque o estudo distingue as facetas da personalidade em componentes aversivos e não aversivos, utilizando o moderno modelo SETPOINT, sistema multidimensional, que considera diferentes variáveis, desenvolvido para oferecer uma visão atualizada dos interesses profissionais. A "Ousadia", associada à psicopatia, e a "Admiração", ligada ao narcisismo, são identificadas como motores que impulsionam a carreira devido à resistência ao estresse, autoconfiança e capacidade de persuasão dos indivíduos. Por outro lado, facetas como a "Maldade" e as "Táticas Maquiavélicas" mostram-se contrárias a profissões de cuidado ou interação social, evidenciando uma preferência clara por ambientes onde o poder é centralizado e a competição é a regra. A análise técnica demonstra que a "Influência" é o nó central da rede psicológica desses sujeitos, funcionando como o elo definitivo entre a personalidade e a carreira.
Diante desse cenário, o mestre em inovação e CEO da Dr. Fisiologia, Thiago Bertolini, defende que as empresas precisam adotar critérios mais sofisticados para selecionar e desenvolver seus líderes. “Na prática, isso exige métricas duplas: performance de negócio e indicadores de clima, colaboração, retenção e confiança, para evitar que um líder ‘entregue número’ enquanto compromete a capacidade de execução futura”.
O estudo também trouxe revelações importantes sobre a neutralidade de gênero, indicando que a relação entre esses traços sombrios e o interesse pela liderança é consistente tanto em homens quanto em mulheres. Esse achado desafia estereótipos tradicionais e reforça que a atração pelo poder não está restrita a um grupo específico.
A compreensão desses padrões é vital para que as organizações identifiquem precocemente padrões comportamentais, como os dos chamados “psicopatas bem-sucedidos”, que podem comprometer a saúde organizacional e o bem-estar das equipes no longo prazo, priorizando modelos de gestão mais equilibrados e sustentáveis para o futuro do trabalho.
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