15/04/2026

Emagrecimento na menopausa: avanços, riscos e o alerta das canetas

O diretor científico da Dr. Fisiologia e farmacêutico,Rafael Appel, esteve ao vivo falando sobre um tema que impacta diretamente a saúde da população: os riscos e promessas das canetas emagrecedoras.

Para colaborar com o assunto, o Prof. Rui Alberto Ferriani, FMRP-USP, trouxe aspectos importantes sobre a menopausa.

Mulheres na pós-menopausa que usaram terapia hormonal da menopausa junto com tirzepatida (medicamento aprovado para tratamento de sobrepeso e obesidade) apresentaram maior perda de peso do que aquelas que utilizaram apenas a tirzepatida. O dado vem de um estudo observacional liderado pela Mayo Clinic, publicado na The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health, e chama atenção por tocar em uma queixa frequente nessa fase da vida: a dificuldade de emagrecer.
A relevância vai além da balança. Revisões científicas descrevem a menopausa como uma “transição cardiometabólica”, associada a mudanças no organismo que aumentam o risco de diabetes tipo 2, dislipidemia, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Uma pesquisa da revista Journal of Medical Internet Research analisou 1.080 links de venda de semaglutida — princípio ativo presente em medicamentos como o Ozempic — e identificou 59 farmácias online ilegais oferecendo o produto sem exigência de receita. Juntas, essas páginas concentravam milhões de acessos. Entre as amostras compradas, os pesquisadores encontraram falhas na embalagem, pureza muito abaixo do esperado, concentração do princípio ativo até 38% acima do declarado no rótulo e presença de endotoxinas, substâncias que podem provocar reações inflamatórias no organismo.

“Ao injetar um produto falsificado, o principal risco é não saber o que, de fato, está sendo aplicado: pode haver dose incorreta do princípio ativo, impurezas e até contaminantes. [...] Na prática, isso pode se traduzir em reações adversas imprevisíveis, perda de eficácia, e maior chance de eventos graves”, explica Rafael Appel Flores, farmacêutico e Diretor Científico da Dr. Fisiologia.

O estudo mostra que o problema envolve tanto o uso sem acompanhamento médico quanto a procedência do produto.