Como foi o evento: “Desculpa a sinceridade, mas tá todo mundo envelhecendo”

No dia 5 de julho, o Teatro Santa Rosa, em Ribeirão Preto, foi palco de um dos debates mais relevantes e urgentes sobre o futuro do viver bem: o evento “Desculpa a sinceridade, mas tá todo mundo envelhecendo”, promovido pela Bem Te Quero +, parceiro de longa data da Dr. Fisiologia.

Representando nossa equipe, estiveram presentes a CMO Renata e a COO Isabelle, que acompanharam todos os painéis e compartilharam suas anotações e insights sobre os aprendizados do encontro.

Muito mais do que uma programação de palestras, o evento se consolidou como um movimento: mudar a maneira como pensamos, sentimos e atuamos diante do envelhecer. Um chamado coletivo para reconfigurar ideias, estigmas e práticas que ainda limitam a autonomia, a potência e a diversidade da velhice.

Com uma programação dividida em quatro painéis, o evento reuniu profissionais das áreas de saúde, cultura, arquitetura, comunicação e comportamento, provocando uma audiência plural a repensar suas estratégias de vida, cuidado e pertencimento ao longo do tempo.

Painel 1 – Eu quero mais dessa vida

A Dra. Carolina Silva, médica cardiologista, abriu o painel reforçando que a medicina baseada em evidências também deve considerar a conexão com o que somos e sentimos.

Luiz Puntel, escritor e editor, lembrou que todos somos cultura e compartilhou, de forma bem-humorada, os bastidores de um ritual feito por atores franceses na época das locomoções por cavalos e carruagens.

O Youtuber Dimas Moura iniciou sua fala citando Lulu Santos: “Vamos nos permitir”. Para ele, a longevidade ativa exige coragem para sermos mais egoístas no melhor sentido: cuidar de nós mesmos, sem culpa, como parte do autocuidado.

Flávia Chiarello, jornalista, trouxe a força simbólica da cultura como meio de resistência e construção de sentido. “Cultura é a nossa conexão simbólica com o mundo. Fazer presente o que ainda está ausente”, disse.

Painel 2 – O futuro mora aqui

O painel abordou as diversas dimensões da heterogeneidade no envelhecimento. Como lembrou o Dr. Paulo Formigheri, “o que existe de mais homogêneo no envelhecer é justamente a heterogeneidade”. Ele trouxe uma análise multifatorial sobre como aspectos físicos, cognitivos, afetivos, sociais e financeiros impactam a capacidade de viver e envelhecer com independência.

Larissa Carvalho provocou a audiência com uma pergunta direta: “O que preenche o nosso tempo?”. Repertório, propósito e aprendizagem são, segundo ela, o que garantem a continuidade da identidade mesmo após o fim da vida laboral.

A engenheira Julia Trevisan discutiu o conceito de lares inclusivos para todas as gerações, destacando que acessibilidade é poder escovar os dentes, cozinhar e tomar banho sozinha. A autonomia no morar é um pilar essencial para o envelhecimento com dignidade.

Painel 3 – Cabe mais vida nesse currículo

Rita Brito trouxe a importância da diversidade etária no RH e o impacto positivo da inclusão de colaboradores maduros, com maior senso de pertencimento e menor rotatividade.

Roberta Ferraro abordou a inversão da pirâmide etária e a urgência de repensarmos nossa educação financeira com foco em longevidade. “Não podemos contar apenas com a previdência do governo. Precisamos construir nossa própria reserva de autonomia.”

Adriano Faria compartilhou com a plateia sua história de reinvenção pessoal através da educação. “O mundo não vai se moldar às nossas limitações. Precisamos continuar aprendendo.”

Painel 4 – Espelho, espelho meu: agora quem dá as cartas sou EU

Mirian Goldenberg trouxe o conceito de “CAPA”: C de coragem, A de autonomia, P de propósito, A de amizade. Com citações de Rita Lee, falou sobre tesão pela vida e a necessidade de romper com pressões contraditórias.

Claudia Arruga defendeu o direito de buscar a zona de conforto: “Nunca estive nela. Agora é a minha vez”.

Natalia Dornellas, sempre cheia de frases marcantes, trouxe falas potentes: “Não existe velha perfeita.”, “Existe velhice no crochê e no crossfit.” e “Deixa a velha ser velha.”


A presença da Dr. Fisiologia no evento, representada por duas lideranças femininas que também são construtoras de narrativas em saúde, reflete nosso compromisso com um futuro mais conectado, humano e propositivo. Eventos como esse mostram que comunicar bem é mais do que divulgar conteúdo: é ajudar a mudar a cultura.

Ficou claro que a longevidade é um tema que precisa estar no radar de toda empresa da área da saúde. E mais do que um nicho de mercado, é uma agenda de inovação social. Quem quiser se destacar precisa aprender a se comunicar com a diversidade geracional e construir pontes entre o presente e o futuro.

Na Dr. Fisiologia, seguimos atentos a essas conversas que importam. E ajudamos nossos clientes a ocuparem espaços estratégicos onde suas marcas não apenas vendem, mas significam.